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arte contemporânea espaço público desenho urbano teoria crítica transdisciplinariedade retórica curadoria arte pública

http://www.e-flux.com/journal/view/12


Artigo muito completo para se perceber Beuys da perspectiva de uma transdisciplinariedade situada, meta-discursiva, no efémero do performativo político.
Verwoert: To be certain, art offers answers. Its strength, however, often lies in its unresolved problems.

http://www.e-flux.com/journal/view/12

Limbo de Luís Campos, texto disponível




Limbo, instalada no Largo de São Carlos durante o Verão de 2004, foi das mais emblemáticas obras da primeira edição da Luzboa Bienal Internacional da Luz. Na economia de um evento que aspirou a promover uma arte pública próxima dos fluxos do quotidiano, com acento numa dimensão transversal [de aproximação aos campos do urbanismo, da arquitectura, das políticas urbanas] e comunicacional [a ideia de festival], tratou-se de uma obra em que o efémero do acontecimento se aliou a uma reflexão sobre o Espaço Público como oportunidade cultural. […]

Texto completo disponível no site do artista:
http://www.luiscampos.pt/IMAGES/ZVARIOS/TEX_MARIOCAEIRO1.pdf

Site de Luís Campos:
http://www.luiscampos.pt/

Uma entrevista com Marc Jimenez em 2004

Querelas da arte contemporãnea…

http://www.karaartservers.ch/art.critic/art-contemporain/Valerie%20Arrault.html

Gregory Scholette


Um autor prolixo, com textos incisivos, especialmente em tempos de 'rapar o tacho' do modernismo.

Gregory Sholette is Assistant Professor of Sculpture at Queens College, New York; the co-editor of Collectivism After Modernism: The Art of Social Imagination after 1945, (University of Minnesota, 2007); and The Interventionists: A Users Manual for the Creative Disruption of Everyday Life. He is currently writing a book on the political economy of art for Pluto Press and has co-edited a special issue of Third Text with theorist Gene Ray on the theme “Whither Tactical Media.”.

Na imagem, Carnival Knowledge em acção.

Philippe Chaudoir, leituras úteis

Philippe Chaudoir, investigador/actor social com ligações ao projecto Lieux Publics, é autor prolixo no campo da sociologia urbana que de forma mais próxima acompanha as 'artes de rua', com vários PDF disponíveis for free. Voilá o site… http://www.iul-urbanisme.fr/chaudoir.htm

Situations – leituras aconselhadas, further reading so to speak…



http://www.situations.org.uk/research_rr_publishedarticles.html

dissipação, entropia… o lado 'bom' da imponderabilidade




Alexandre A. R. Costa prossegue as suas pesquisas curatoriais, agora também com Javier Tudela e Manuel Santos Maia ao leme desta quinta edição do I.M.A.N. Aguardemos o livro-catálogo de cinco anos 'entrópicos'.

O projecto deste ano é arriscado: «Um projecto que se apresenta com uma estrutura dinâmica, dissipativa, de sentido programático transversal e que se vai afirmando precisamente pela procura da indefinição, da indeterminação da prática artística que propõe e do seu processo curatorial.» in Texto de Apresentação. Transversalidade pragmática portanto (e não apenas 'da boca para fora').

N55 – art as a part of everyday life…


Could one imagine art which had nothing to do with persons?

Could one imagine art which had nothing to do with other persons?

Could one imagine art which had nothing to do with concrete situations?

Could one imagine the existence of concrete situations without the existence of things?

Could one imagine concrete situations with persons in which the behaviour of persons had no significance?

MADEP rules! From Oporto w/ love…


Na Universidade do Porto, uma plataforma rara, de âmbito académico, para a criação, produção e reflexão sobre arte
pública.
In the University of Oporto, a rich platform for academic research, production and debate about public art.

Link below…


http://madep.wordpress.com/



Objectivos

O Ciclo de Estudos conducente ao Grau de Mestre em Arte e Design para o Espaço Público oferece prosseguimento de estudos de 2º Ciclo para alunos provenientes dos diversos cursos de Arte, Arquitectura e/ou Design existentes nesta e noutras Faculdades, num âmbito de trabalho que possui o Espaço Público nas suas diferentes vertentes (sociais, políticas, urbanas e mesmo virtuais) como foco de intervenção.

A necessidade de interacção e envolvimento com o domínio público tem-se afirmado progressivamente como uma preocupação artística, estética e de intervenção criativa nos mais diversos circuitos do conhecimento e da prática artística. Se a nível internacional, este território tem inquestionável implementação, seja ao nível académico seja ao nível da prática profissional, em Portugal a oferta de um curso de 2° Ciclo com estes contornos afigura-se de premente necessidade com vista a sistematizar e transmitir ferramentas operativas e reflexivas adequadas ao referido território. Assim, por um lado, o carácter de especialização deste ciclo de estudos atende a necessidades muito concretas desta operatividade ao nível da intervenção espacial; por outro, a sua raiz pluri e interdisciplinar estabelece desde logo como imperativo o desenvolvimento de importantes ferramentas críticas e reflexivas.

Objectives

The current Course confers a Masters Degree in Art and Design for the Public Space and offers Postgraduate studies for Graduates in Art, Arquitecture and/or Design. The Course operates and intervenes within multiple approaches to Public Space from social, political, urban and also virtual.

The need for interaction and involvement with the public domain has been establishing itself progressively as an artistic, aesthetic and creative concern within diverse circuits for the production of knowledge and artistic practice. If internationally this territory has unquestionable implementation, both academically and professionally, in Portugal a Post-graduate cycle of studies with this outline is timely and necessary with the aim to transmit operative and reflexive tools adequate to the territory in question. Thus, on the one hand, the character of expertise of the Course is directed towards very specific needs for this operativeness at the level of spacial intervention. On the other hand, its pluri and inter- disciplinary root, establishes from the out-set the imperative for developing important reflexive and critical tools

Martin Buber – do dialógico ao interhumano…


Um blogue sobre o pensamento de Martin Buber… importantes reflexões para problematizar o colectivo e o transpessoal como fundamento da arte pública participativa, comunitária…


http://pensamentodemartinbuber.blogspot.com/2007/11/iii1-o-mundo-duplo-para-o-homem-segundo.html

Alguns excertos:

Frente à situação contemporânea surgem duas atitudes: o individualismo e o coletivismo. Buber comenta a respeito dessa situação que, se o individualismo só entende uma parte do homem, o coletivismo entende o homem só como uma parte. Nenhum dos dois alcança a totalidade. O individualismo só vê o homem em relação consigo mesmo, e o coletivismo nem vê o homem, pois só vê a “sociedade”. O primeiro distorce o rosto do homem, o segundo o mascara.

Ambos são a expressão e conclusão da união do abandono cósmico e social, do medo do universo e da vida, que tem por resultado uma constituição existencial de solidão tal como nunca existiu antes. A pessoa se sente, de uma vez, exposta pela natureza e isolada no meio do mundo humano tumultuado.


Essa categoria do interhumano é uma categoria ambígua e talvez a própria familiaridade torna difícil sentir sua tonalidade específica. Em uma associação grupal comum, essa relação certamente falta, pois o evento normativo é o poder do coletivo. O elemento pessoa é suprimido em geral. Mas, é exatamente esse elemento pessoal que é de primeira importância para a vida do interhumano.

O que importa é que para ambos os sujeitos o outro ocorra como o outro particular e que cada um se torne consciente do outro. Assim se relacione com ele de tal modo que não o olhe ou considere como se fosse um objeto e sim como companheiro, em um acontecimento vivencial. Tal acontecimento vivencial não se equaciona com a observação desse tipo.

Wagner, back again. Wagner, uma leitura a que se volta



Felizmente que está em curso uma recuperação mais actualizada do legado de Wagner, especialmente o de A Obra de Arte do Futuro (1849). O ruído provocado pela enormidade da personagem e mitos urbanos associados, juntamente com uma leitura restrita – estética – do processo de desconstrução das modalidades artísticas que Wagner empreende, estavam a impedir que reconheçamos no pensador não apenas um teórico da arte, mas verdadeiramente um retórico da arte pública, como aliás o (in?)suspeito Joseph Beuys não deixou de notar.

Estamos convocado todos, para a leitura desta bela tradução de Miranda Justo, em que conceitos como 'carência', 'gosto', 'modalidade', 'redenção', 'povo', 'comunidade' – cito aleatoriamente e de memória – nos ajudam a, hoje, abordar a transmediática da arte pública contemporânea (que vai sendo ancorada em Nancy ou Rancière, entre outros) com os pés assentes na visão romântica, da qual nenhum pós-modernismo, mesmo que tão necessário, poderia arrancar-nos.

Taxi!



O impacto de uma boa ideia de engenharia não pode ser indiferente ao espírito artístico. Ou pode?

Minimal graphics


Um projecto gráfico em Illustrator. Tira partido da acumulação de elementos simples (círculo, chaveta, quadrado) que depois resulta em mandalas, padrões, de uma forma que é ao mesmo tempo um convite ao experienciar do cósmico e uma experiência do absurdo. Artista a seguir: Vítor Galvão. Diz que é designer. Tem um projecto em estudo, para uma publicação desta 'poesia gráfica'.

A graphic project, for Illustrator. Accumulated simple elements (ball, bracket, square), result in mandalas or patterns. Both cosmic (fascinating experience of scale) and absurd (the impossibility of representation), Vítor Galvão's work is pure graphic poetry by a designer-artist.

LISBOA CAPITAL DO NADA – Marvila 2001 – ecos na net



Quase dez anos depois, persistem ecos da LXCN na net.
http://repensareuropa.blogspot.com/2008/06/de-que-forma-o-projecto-lisboa-capital.html

Um texto mais antigo, dos primeiros a dar notícia da aventura em Marvila:
http://homelessmonalisa.darq.uc.pt/SandraXavier/arte_fora_de_portas.htm

Os últimos exemplares do livro-catálogo estão disponíveis em:
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=4614

Um artigo recente:

PEDRO CABRITA REIS – OS OUTROS



Esta exposição merece uma visita urgente e demorada. No Pavilhão 27 do Hospital Júlio de Matos, a experiência total do campo expandido da arte pública. Tantas portas abertas num espaço luminoso, cuja brancura diurna as esculturas-candeeiro multiplicam, num acto de um heroísmo simultaneamente autónomo, gratuito e eficaz. O autor dilui a sua autonomia na delegação de decisões, explicita o seu poder na desmaterialização da sua forma (obrigado Tatiana!), concretiza um modelo de acção aferível por todos os participantes. Todo o dispositivo funciona: a noção de uma silhueta e de um volume que se deixa captar teatral mas também intimamente, a intensidade de uma performance que suspende o discurso mas lhe mantém a intensidade micropolítica, o controlo do sistema e da comunicação – a general social technique de John Roberts em 'The Intangibillities of Form'… Tantas portas abertas, tanta luz e tanta brancura. Esta exposição merece uma visita urgente e demorada.

POLÍTICO.CRIAÇÃO.VALOR 27 e 28 de Novembro 2010 no Museu do Neo-Realismo



Aproxima-se o final do Encontro de Estética e Teoria Cultural POLÍTICO.CRIAÇÃO.VALOR, que desde Julho de 2009 já reuniu cerca de uma centena de investigadores, criadores e mediadores no campo da arte para reflectir acerca da articulação entre a criação e as esferas da polis e da ética.

O Evento encerra com uma conferência de Malcolm Miles, logo a seguir a palestras de, entre outros, João Botelho, Emanuel Brás, Luís Quintais, Sérgio Mah, José Augusto Mourão, Nuno Crespo, Virgínia Fróis, Sara Antónia Matos e Rui Chafes. Tudo durante duas sessões, dias 27 e 28 de Novembro no MNR.

Para mais dados sobre as jornadas anteriores:

http://www.ctalmada.pt/festivais/2009/coloquios.shtml

http://oitooitooito.blogspot.com/

http://biblioteca.fct.unl.pt/CDB/pdf/plac/Programa_091108_a_LoRes.pdf

O evento tem sido integralmente filmado pela UNIDCOM do IADE, uma das instituições que patrocina a iniciativa. As outras são o Teatro Municipal de Almada, o Instituto-Franco-Português, a FCT-UNL (Biblioteca FCT da Caparica). Com o apoio da Universidade de Lisboa e do IPL/ESAD.CR.



Um ensaio poético de João Abel sobre Pedro Penilo

Era uma flor circular com belas pétalas apostas à volta do círculo do rosto, ligeiramente esférico, como um pequeno umbigo.
O caule verde, onde se apoiavam folhas como mãos, abertas num pequeno gesto de exclamação, descrevia o arco ténue quase linha, Sendo fino, mas de aparência forte, estabelecia uma relação de tensão com a cabeça bem formada e ampla, ladeada por pétalas amarelas, a contrastar com o negrume do botão.
Tinha por única missão sobreviver no meio que a natureza lhe destinara: um solo que sugava líquidos, um ar que transpirava e oscilava e um astro cimeiro que ditava a energia.
Era neste que ela se fixara, como uma flor exaltada seguia-lhe o rasto de dia, com as mãos prostradas, o pescoço inclinado, a fronte escura ao alto, sempre alerta ao subtil desfilar do tempo.
Ao astro competia irradiar a vida sob forma de claridade.
Por vezes o ar interpunha-se tornando-se baço e opaco, compensando a sua irreverência com vertências essenciais, que o solo em pouco tempo se encarregava de subtrair à sede.
O escuro da não-luz era o seu descanso. As mãos pétalas recolhiam ao peito, juntando-se em oração, como que a pedir ao adorado astro para dela se lembrar e em manhã despontar.
Os sonhos que a cercavam eram da imensa multidão de irmãos e irmãs, que dando as mãos em marcha se punham, fugindo do jugo do astro pai, sem recear morrer, antes rindo de alegria e dando vivas pela nova liberdade alcançada.
Um dia ao acordar viu surgir-lhe na memória dos olhos o sonho da liberdade imaginada. Foi a primeira vez que lhe acontecera lembrar-se do que sonhara, mas foi bastante para o sonho relatar ás suas companheiras mais chegados, que propagaram a nova ideia resgatada à escuridão.
De súbito deu-se um fenómeno que jamais as flores de todo o mundo haveriam de esquecer, todas se viraram, já não para o Deus Sol, mas para a flor intrépida que ousara sonhar para lá do girar repetitivo e monótono que a natureza lhe engendrara.
Para que todas as outras a pudessem ver as que estavam mais próximas decidiram ergue-la aos ombros, outras ainda pegaram nas primeiras, e assim sucessivamente, até que do alto de uma torre já suficientemente alada, todas as flores do mundo se sentissem ao alcance deste novo astro.
A Flor Astro sentiu-se inebriada pelas incumbências que a nova natureza lhe destinara.
Ordenou dias de festa, banquetes inesquecíveis, palácios de trabalhos imensos, rios de ouro escavados no solo outrora ingrato.
Em meio de tanto trabalho e afazer das flores amarelas, decidiu que as outras flores e animais deveriam ajudar ao modo de vida generoso com que daqui em diante se queriam comprazer todas as flores amarelas, não esquecendo nunca as suas irmãs e irmãos no sangue universal, embora não amarelo.
Iniciou-se assim um novo tempo de girar. Todos os seres do mundo a pouco e pouco se acomodaram em pequenos círculos, direccionando-se na direcção de um pequeno astro, que por sua vez se virava, para um astro um pouco maior, posicionado mais acima numa escadaria deslumbrante e bela, que conduzia à nossa flor outrora serva do Deus Sol.
À sua batuta de maestro invisível as várias roldanas punham-se a girar dando azo ao movimento do mundo, como uma imensa máquina de rodas dentadas encaixadas entre si, girando nos mais diverso sentidos, sempre convictas de ser a direcção e o sentido certos.
Assim as flores se tornaram dentes em rodas fantásticas, que ao girar emitiam o som do sonho original de liberdade, mas embrulhado em ouro e de sabores equiparáveis aos frutos dos Deuses, não interessando já a luz do dia ou o escuro da noite, pois que ao sonho pouco interessa se mãos que dantes recolhiam ao peito em sinal de prece, agora mais não são que asas desencontradas num voo espavorido, nem que rostos ao alto, outrora humildes em suor pobre, se tenham fixado em expressões retesadas por a fé haver sido depositada em cestos urdidos com aço cortante, que sobre as costas lhes assentam e lágrimas ocultas fazem verter.
E foi então que as mãos se começaram a cerrar com a fúria do esforço empregue no girar das roldanas, e se começaram a erguer punhos ao alto, provocando cada vez mais pontos de emperro na enorme engrenagem, até ao ponto de um ruído de bigorna se formar pela impossibilidade das engrenagens girarem.
Era um ruído surdo mas ritmado e retumbante. Como os ruídos do nascer do mundo, em que novas montanhas surgirão, rios mudarão de direcção, frutos cairão ao chão espezinhadas por multidões em desabrido furacão.
Ainda assim as novas flores sentar-se-ão à soleira da porta em final do girar de mais um dia, e sonharão de novo por ambicionados cestos de âmbar, macio e tenro, cheios de frutos e iguarias.
Virar-se-ão para uma nova direcção brilhante e o sonho cantarão em melodias de pautas já escritas, mas entretanto no tempo esquecidas.
João Abel

FUNDAMENTAL ACOMPANHAR:
http://oitooitooito.blogspot.com/

AESTHETICS IN A TIME OF EMERGENCY


Debate-se um 'political turn', para além do paradigma (pequeno-burgês) da Estética Relacional.

CONFERÊNCIA.
Com Malcolm Miles, HeHe, David Butler, Nicola Kirkham (Hi Nicola!), entre outros.