contemporary art public space urban design critical theory transdisciplinarity rhetorics curating public art

arte contemporânea espaço público desenho urbano teoria crítica transdisciplinariedade retórica curadoria arte pública

MADEP rules! From Oporto w/ love…


Na Universidade do Porto, uma plataforma rara, de âmbito académico, para a criação, produção e reflexão sobre arte
pública.
In the University of Oporto, a rich platform for academic research, production and debate about public art.

Link below…


http://madep.wordpress.com/



Objectivos

O Ciclo de Estudos conducente ao Grau de Mestre em Arte e Design para o Espaço Público oferece prosseguimento de estudos de 2º Ciclo para alunos provenientes dos diversos cursos de Arte, Arquitectura e/ou Design existentes nesta e noutras Faculdades, num âmbito de trabalho que possui o Espaço Público nas suas diferentes vertentes (sociais, políticas, urbanas e mesmo virtuais) como foco de intervenção.

A necessidade de interacção e envolvimento com o domínio público tem-se afirmado progressivamente como uma preocupação artística, estética e de intervenção criativa nos mais diversos circuitos do conhecimento e da prática artística. Se a nível internacional, este território tem inquestionável implementação, seja ao nível académico seja ao nível da prática profissional, em Portugal a oferta de um curso de 2° Ciclo com estes contornos afigura-se de premente necessidade com vista a sistematizar e transmitir ferramentas operativas e reflexivas adequadas ao referido território. Assim, por um lado, o carácter de especialização deste ciclo de estudos atende a necessidades muito concretas desta operatividade ao nível da intervenção espacial; por outro, a sua raiz pluri e interdisciplinar estabelece desde logo como imperativo o desenvolvimento de importantes ferramentas críticas e reflexivas.

Objectives

The current Course confers a Masters Degree in Art and Design for the Public Space and offers Postgraduate studies for Graduates in Art, Arquitecture and/or Design. The Course operates and intervenes within multiple approaches to Public Space from social, political, urban and also virtual.

The need for interaction and involvement with the public domain has been establishing itself progressively as an artistic, aesthetic and creative concern within diverse circuits for the production of knowledge and artistic practice. If internationally this territory has unquestionable implementation, both academically and professionally, in Portugal a Post-graduate cycle of studies with this outline is timely and necessary with the aim to transmit operative and reflexive tools adequate to the territory in question. Thus, on the one hand, the character of expertise of the Course is directed towards very specific needs for this operativeness at the level of spacial intervention. On the other hand, its pluri and inter- disciplinary root, establishes from the out-set the imperative for developing important reflexive and critical tools

Martin Buber – do dialógico ao interhumano…


Um blogue sobre o pensamento de Martin Buber… importantes reflexões para problematizar o colectivo e o transpessoal como fundamento da arte pública participativa, comunitária…


http://pensamentodemartinbuber.blogspot.com/2007/11/iii1-o-mundo-duplo-para-o-homem-segundo.html

Alguns excertos:

Frente à situação contemporânea surgem duas atitudes: o individualismo e o coletivismo. Buber comenta a respeito dessa situação que, se o individualismo só entende uma parte do homem, o coletivismo entende o homem só como uma parte. Nenhum dos dois alcança a totalidade. O individualismo só vê o homem em relação consigo mesmo, e o coletivismo nem vê o homem, pois só vê a “sociedade”. O primeiro distorce o rosto do homem, o segundo o mascara.

Ambos são a expressão e conclusão da união do abandono cósmico e social, do medo do universo e da vida, que tem por resultado uma constituição existencial de solidão tal como nunca existiu antes. A pessoa se sente, de uma vez, exposta pela natureza e isolada no meio do mundo humano tumultuado.


Essa categoria do interhumano é uma categoria ambígua e talvez a própria familiaridade torna difícil sentir sua tonalidade específica. Em uma associação grupal comum, essa relação certamente falta, pois o evento normativo é o poder do coletivo. O elemento pessoa é suprimido em geral. Mas, é exatamente esse elemento pessoal que é de primeira importância para a vida do interhumano.

O que importa é que para ambos os sujeitos o outro ocorra como o outro particular e que cada um se torne consciente do outro. Assim se relacione com ele de tal modo que não o olhe ou considere como se fosse um objeto e sim como companheiro, em um acontecimento vivencial. Tal acontecimento vivencial não se equaciona com a observação desse tipo.